VANCOUVER - Parte 1

"Cause nothin' lasts forever

And we both know hearts can change

And it's hard to hold a candle

In the cold November rain”

November Rain, Guns N'Roses.

Ano passado, (em 2017, ai meu Jesus) o meu bichinho da viagem tava atacado. Andei passeando por aí, e em uma das viagens fui pela segunda vez à Vancouver, para passear e principalmente visitar minha irmã caçula.

Passei uns 20 dias lá. Vancouver é uma cidade que transpira coisas descoladas e passear por lá é muito inspirador. Fui em novembro quando já estava ficando frio e escurecendo bem cedo.

Quando paro para pensar em Vancouver, o cenário é um misto de Nova York com Rio de Janeiro com São Paulo. Não sei explicar muito bem. É cosmopolita na medida certa, mas não é tão grande. Dá para se deslocar a pé e é bem turística e descolada.

Mas tem um negócio:

COMO CHOVE!

Foi lá que eu entendi o real sentido da música November Rain.

Pelo amor de Deus. Não estamos tão acostumados a fazer turismo em cidades chuvosas, então no começo eu ficava: “Vamos esperar a chuva passar pra sair”. Mas no final eu já tinha virado uma criatura anfíbia, e os pingos de chuva na roupa já faziam parte do look do dia.

Fazer turismo no frio é um negócio engraçado. Rola todo um check antes de sair:

Meias? Check.

Guarda-chuva? Check.

Casaco de boneco da Michelin impermeável? Check.

Cachecol e luvas extras? Check.

Gorro e protetor labial? Ai droga, esqueci, peraí que vou voltar.

Creminho para as mãos? Não, nossa, que desnecessário!

Daí no meio do passeio, depois de lavar a mão naquelas torneiras de água quente que deixam sua mão rachando, você não acha tão desnecessário assim rs.

Mas vamos ao que interessa: comida! Comi bastante enquanto estava em Vancity, e alguns lugares que queria dividir com vocês. Eu sou do tipo de turista que não me importo tanto com restaurantes estrelados, eu quero comer o que o local típico come. Minha irmã falou que se você está no Canadá, tem que comer Poutine, tomar café no Tim Hortons. Eu fiz muitas coisas dessa lista! Vejam abaixo:

JAPADOG

Fachada sem frescuras do Japadog.

Fachada sem frescuras do Japadog.

Se você digitar no Google o que comer em Vancouver, muito provavelmente vai aparecer “Japadog”. O Japadog está para Vancouver assim como o Shake Shack está para Nova York.

É uma lanchonete sem muitas frescuras, bem pequena, com uma meia dúzia de mesas e cardápio na parede atrás do balcão.

O carro-chefe da casa é – adivinhem – o hot dog. Eu, chegada numa porcaria que sou, fiquei sonhando alguns dias até conseguirmos ir nesse lugar.

E posso dizer? Atendeu a todas as minhas expectativas. Tanto que uma vez não foi suficiente e tive que voltar lá para experimentar mais um pouco.

O primeiro combo que pedi foi o tradicional: com maionese japonesa e nori fatiado em cima. Mas não é só a cobertura que deixa o lanche diferente. O pão tem um quê de massa de esfiha e a salsicha é tipo uma linguiça Guanabara defumada. É muito bom. Não é um cachorro-quente qualquer.

Esse fundo vermelho deixa tudo mais dramático, né?

Esse fundo vermelho deixa tudo mais dramático, né?

Pedi também uma shake fries. Tem vários sabores, mas pedi a temperada com manteiga e shoyu. O negócio é mortal! Mas muito bom.

Na segunda vez pedi com avocado. Sou doida por palta, desde que criei o hábito de comer com comida salgada no Chile. Recomendo também.

Deu vontade de comer de novo! :)

Eu fui no lugar onde foi o primeiro restaurante, e fica na rua mais legal de Vancouver: Robson Street.

JAPADOG: 530 Robson St, Vancouver BC

Japadog de avocado. Uma combinação perfeita! Amo.

Japadog de avocado. Uma combinação perfeita! Amo.

STRAIGHT OUTTA BROOKLIN

Na mesma rua do Japadog, tem uma pizzaria ótima que minha irmã garimpou: Straight Outta Brooklyn.

Não é Brooklyn não, é Vancouver!

Não é Brooklyn não, é Vancouver!

Tem um tipo de pizza que nós do Brasil estamos “descobrindo” agora, que é muito típica dos EUA e do Canadá: a feita em forno elétrico. Normalmente ela é fininha, não tão recheada, servida em fatias enormes que você come com a mão. Em SP, tô pra ir na Braz Elletrika que parece que serve pizza desse tipo.

A primeira vez que comi uma pizza dessas foi em Boston, num lugar que dizem que era o preferido do Mark Zuckemberg. Essa é uma comida típica de volta de balada, quando você não quer mais nada além de muita massa e algo bem porcaria para comer com as mãos.

Dispensa apresentações!

Dispensa apresentações!

No entanto, a pizza do Straight Outta Brooklyn nada tem de porcaria. Ingredientes ótimos, proporção perfeita. Foi um belo de almoço feliz. (sim! Pizza no almoço :D)

STRAIGHT OUTTA BROOKLYN: 350 Robson St, Vancouver BC

POUTINE

A cara de um estrangeiro faz quando ouve falar de poutine é a mesma que um gringo faz quando ouve falar de farofa. E a reação do local é a mesma nas duas situações: “Espera só! Quando você experimentar...!”

É aquela coisa, difícil de explicar e você só vai entender comendo. Poutine é batata frita, coberta com o molho que eles usam para temperar o Peru de Ação de Graças, que se chama gravy. Para arrematar, eles colocam uns pedaços de um queijo que é um misto de queijo mussarela com queijo branco.

Com vocês: Poutine!

Com vocês: Poutine!

Vira uma maçaroca com várias texturas, uma porcaria boa de comer – de preferência com cerveja! Tem vários lugares especializados em servir poutine, e eu comi esse da foto num que chama NYC Fries (vai entender), que tinha em vários shoppings. Óbvio que já existem várias versões, com bacon, com queijo, com porco desfiado, mas esse da foto é a versão tradicional.

No Canadá, faça como os canadenses!

Em breve, posto uma parte 2 com outros lugares que curti quando estava em BC.

Beijos!

Pizza - Parte final

Para fechar o especial da pizza, posto aqui minha pizza favorita de São Paulo: a da Speranza perto da 13 de maio.

Detalhe da decoração da Speranza.

Detalhe da decoração da Speranza.

Lá tem o melhor pão de calabresa da cidade, e a minha pizza favorita: de abobrinha. A abobrinha é assada e temperada com alho, o que me faz querer roubar todas as abobrinhas da pizza e deixar só a massa para o namorado :P.

Depois de muito tempo sem ir, sofri a maior decepção na Speranza: eles tiraram a MELHOR TORTA DE MAÇÃ DO MUNDO do cardápio! Por quê??Por favor, coloque a torta de maçã de volta ao cardápio e de quebra, pela decepção, quero que vocês me ensinem a receita. Ok? #nuncatepedinada

Pão de calabresa para partir em pedacinhos e comer acompanhado de uma cerveja.

Pão de calabresa para partir em pedacinhos e comer acompanhado de uma cerveja.

Pizza um terço Abobrinha, um terço Brócolis e um terço Escarola. Estávamos super saudáveis esse dia.

Pizza um terço Abobrinha, um terço Brócolis e um terço Escarola. Estávamos super saudáveis esse dia.

Depois de fazer muitas rondas pelas pizzarias da cidade, eu me voltei ao meu caderno de receitas. Eu sempre incentivo as pessoas a fazerem seus próprios pratos, e com a pizza não poderia ser diferente. Acho que você deveria se aventurar a fazer sua própria massa! Por aqui, rola até um concurso de pizzas entre os amigos, cada um faz seu próprio sabor e submete à votação. Caso você tenha um forno à lenha, acenda com umas duas horas de antecedência com bastante lenha seca, e vá alimentando o fogo com um pouco de lenha a cada meia hora para deixar a temperatura constante. Não pode colocar a massa em fogo muito forte, se não ela fica crua ao mesmo tempo que queima, e nem muito baixo, senão a pizza demora para cozinhar e fica dura.

Caso você queira fazer sua própria pizza no forno convencional, em casa, você pode comprar uma pedra própria para assar pizzas que vai ao forno. Não tem motivo para não tentar!

Segue abaixo a receita de massa de pizza (peguei faz tempo no livro do Luiz Cintra: Um Chef Sem Segredos, e não tem erro):

MASSA DE PIZZA:

Ingredientes (rende massa para 8 pizzas médias).

  • 20 g de sal
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 30 g de fermento biológico
  • 2 xícaras de água morninha (não pode ser muito quente, senão vai matar o fermento)
  • 900 g de farinha de trigo peneirada

Divida a água morna em dois copos: em um você dissolve o sal e o azeite, e em outro você dissolve o fermento biológico.

Em uma tigela, faça um monte com a farinha e abra um buraco no meio. Adicione a água com o fermento nesse buraco na farinha. Misture bem.

Em seguida, adicione a água com o azeite e sal. Amasse e sove a massa por uns 15 minutos. Ela deve ficar bonita e lisa, e desgrudar tudo da tigela. Caso seja necessário, ajuste com um pouco de água ou farinha até atingir o ponto desejado.

Depois de amassar, coloque um pouco de azeite no fundo da tigela, e besunte a massa com azeite também. Cubra e deixe descansar por 1 hora, ou até dobrar de volume.

Depois de uma hora, divida a massa em oito bolas (tem que cortar com uma faca afiada, ao invés de rasgar, para não quebrar a estrutura da massa). Molde as bolas de um jeito que não se vejam as emendas. Coloque as oito bolas em uma superfície enfarinhada e deixe crescer por mais uma hora.

Em seguida, está pronta para abrir! Sempre colocar muita farinha em todas as superfícies para não grudar.

Beijos,

Dá um orgulho de ver sua própria pizza assando! #euquefiz #juntocommeusamigos

Dá um orgulho de ver sua própria pizza assando! #euquefiz #juntocommeusamigos

Pizza - Parte II

Como eu havia prometido, aqui vai a parte dois do especial de pizzas; a Pizzaria Bráz. Ela é uma das queridinhas do circuito de “pizzarias chiques” e segue uma linha que é ao mesmo tempo tradicional (pois não serve pizzas doces, por exemplo) e inovadora (em sabores como a famosa Caprese). A unidade que eu visitei foi a do Higienópolis, e lá somos sempre bem servidos, apesar da casa estar sempre cheia!

Uma das coisas que eu gosto na Bráz é o estilo da decoração. Ele tem algo de caricato, com as latas de azeite nas paredes e os galhos com cebola e alho, os azulejos na parede. E a pizza também, é lógico.

Essa semana ainda tem mais um especial de pizza! Fiquem de olho. 

Um pouco do estilo da Bráz

Um pouco do estilo da Bráz

Abaixo algumas fotos:

Dessa vez me esbaldei na Burrata. Toda vez minha mãe pede e eu só fico olhando ;). Super cremosa.

Dessa vez me esbaldei na Burrata. Toda vez minha mãe pede e eu só fico olhando ;). Super cremosa.

Detalhe do pão de calabresa. Uma ótima entrada quando você está com mais fome.

Detalhe do pão de calabresa. Uma ótima entrada quando você está com mais fome.

Nossa escolha de pizza: um terço Carbonara (estamos na fase da pizza Carbonara!), um terço provençal - que estava divina por conta do tempero de alho com tomilho na medida certa - e um terço Basilicata 101 que tinha um toque diferente por conta da farofa do melhor pão italiano que há que guarnecia a pizza.

Nossa escolha de pizza: um terço Carbonara (estamos na fase da pizza Carbonara!), um terço provençal - que estava divina por conta do tempero de alho com tomilho na medida certa - e um terço Basilicata 101 que tinha um toque diferente por conta da farofa do melhor pão italiano que há que guarnecia a pizza.

E também aproveitamos para experimentar uma sobremesa da nova linha que a Carole Crema criou para a Pizzaria Bráz. Essa foi o pudim de pistache, que estava ótimo e sem furinhos :).

E também aproveitamos para experimentar uma sobremesa da nova linha que a Carole Crema criou para a Pizzaria Bráz. Essa foi o pudim de pistache, que estava ótimo e sem furinhos :).

Pizza!

O dia da pizza está chegando: será domingo, dia 10 de julho. Nunca precisei de um motivo para comer pizza, mas a data me fez querer revisitar o tema e por isso essa semana teremos um especial.

Nesse último mês visitei algumas pizzarias que estão entre as minhas favoritas, e mais uma que queria conhecer faz tempo. Apesar de ser um prato despretensioso e casual, acredito que a pizza seja uma refeição que pode ser especial e divertida. Por isso, sempre que posso, faço dela uma ocasião diferente.

A primeira pizzaria do nosso especial que visitei foi a Grazie Napoli. Faz tempo que recebi a indicação de uma amiga querida e ela estava escrita no meu caderninho. Assim que tive oportunidade, lá fomos.

Fachada da Grazie Napoli.

Fachada da Grazie Napoli.

Gente, que pizzaria. Que grata surpresa, a começar pelo ambiente. Parece que todo detalhe na Grazie Napoli foi pensado e não está lá por acaso. Quando fomos era um dos dias mais frios do ano e por isso a parte externa não estava aberta ao público, mas o salão interno era um dos mais agradáveis que já visitei.

Pelo que o Vinicius, que trabalha lá, nos contou, a pizza da Grazie Napoli é resultado de uma extensa pesquisa feita com o intuito de reproduzir a legítima pizza napolitana. A farinha é cuidadosamente escolhida, a massa tem fermentação natural e os fornos à lenha são importados da Itália. E a pizza é realmente deliciosa.

Abaixo, algumas fotos:

Para aquecer, um negroni super bem-feito.

Para aquecer, um negroni super bem-feito.

De entrada, tivemos a oportunidade de experimentar a pizza Rosa, com cobertura de queijo parmesão, cebola roxa, pistache e alecrim. A cebola roxa traz um adocidado que é complementado pelo parmesão. O pistache traz uma textura super diferente. Incrível. Já nessa hora pedimos uma garrafa de vinho para acompanhar o resto da refeição.

De entrada, tivemos a oportunidade de experimentar a pizza Rosa, com cobertura de queijo parmesão, cebola roxa, pistache e alecrim. A cebola roxa traz um adocidado que é complementado pelo parmesão. O pistache traz uma textura super diferente. Incrível. Já nessa hora pedimos uma garrafa de vinho para acompanhar o resto da refeição.

Um dos pratos foi a pizza Carbonara. Ela é um sabor super fotogênico, não é? Essa versão leva pancetta e pimenta-do-reino, que dá um toque diferente. As pizzas são em tamanho individual. 

Um dos pratos foi a pizza Carbonara. Ela é um sabor super fotogênico, não é? Essa versão leva pancetta e pimenta-do-reino, que dá um toque diferente. As pizzas são em tamanho individual. 

Eu me rendi e experimentei a pizza Margherita certificada. Valeu a pena! Só de olhar a foto me dá vontade de comer de novo. O que me chamou a atenção nessa pizza foi o molho de tomate, adocicado por conta dos tomates bem escolhidos (sem açúcar na receita!) e a massa, com uma textura marcante por conta da fermentação natural.Já quero voltar. 

Eu me rendi e experimentei a pizza Margherita certificada. Valeu a pena! Só de olhar a foto me dá vontade de comer de novo. O que me chamou a atenção nessa pizza foi o molho de tomate, adocicado por conta dos tomates bem escolhidos (sem açúcar na receita!) e a massa, com uma textura marcante por conta da fermentação natural.Já quero voltar. 

A gente não estava para brincadeira, então para fechar eu pedi um tiramisú feito como manda o figurino. Uma delícia, e o melhor de tudo, não estava doce demais.

A gente não estava para brincadeira, então para fechar eu pedi um tiramisú feito como manda o figurino. Uma delícia, e o melhor de tudo, não estava doce demais.

A Grazie Napoli não é uma pizzaria qualquer, e o preço corresponde a isso. No entanto, eu super recomendo! Ela fica localizada na Rua das Aroeiras, 317, Santo André. Sabe quando você fica com a sensação que não vai sossegar enquanto não fizer o cardápio inteiro? Sou eu. Quero voltar já.

Aguardem que nessa semana tem mais posts sobre pizza!

Beijos,