We'll always have Paris

"If you are lucky enough to have lived in Paris as a young man, then wherever you go for the rest of your life it stays with you, for Paris is a moveable feast*"

Ernest Hemingway, Paris é Uma Festa.

Depois de alguns meses sem escrever apropriadamente no meu querido Mandolina, aqui estou novamente. Foram necessárias inúmeras mudanças, uma viagem internacional e um computador novo para me trazerem de volta. As canetas e os cadernos que trouxe da viagem ficaram me olhando por muito tempo, julgando minha procrastinação e minha falta de coragem.

Bem, o novo capítulo do meu blog se trata da realização de um sonho de vida inteira: ir à Paris. E como não é todo dia que realizamos tal sonho, vou repartir em capítulos essa que foi uma das viagens mais sonhadas e cheia de significado da minha vida.

Depois de muitas taças de vinho, centenas de quilômetros percorridos a pé e vários potesde mostarda de Dijon depois, eis o primeiro capítulo da jornada.

InstaStories: @mandolinablog

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As motivações que me levaram até lá são óbvias: comida e cultura. Queria ver museu até matar a vontade e comer tudo o que eu quisesse. Não consegui fazer o meu cardápio completo, mas experimentei muitas coisas inesquecíveis.

Antes de viajar houve toda uma preparação: li “Paris é uma Festa” (que estava pela metade há um tempão) e assisti filmes como “Meia-Noite em Paris”. Foi uma boa ideia, pois ao chegar lá ficava emocionada de ver os lugares dos livros.

Uma coisa que me deixou um pouco (como diria minha mãe) catatônica, é que os franceses têm um savoir-faire incrível. A cada atravessada de rua, não víamos uma loja qualquer: era A loja de mostardas, A loja de tintas de parede, A loja de perfume, A loja de chás. Eles não brincam em serviço. Comecei a fazer piada que só entrava em lugares que tinham sido inaugurados antes de 1900, senão não queria nem saber. “Ah, 1940? Novatos”. E não tenho a esperança de que nós jamais cheguemos aos pés deles nesse quesito. Não quero soar arrogante, não se trata de idealizar ou reverenciar a cultura alheia (como tanto vemos por aí) mas acho que nós tínhamos que levar a nossa história tão a sério quanto eles levam.

Eles são solenes. Em cada esquina há uma plaquinha homenageando algo ou alguém, algum acontecimento impactante na vida dos franceses, nem que seja uma enchente. E nós? Ainda estamos aprendendo. E mais provavelmente apagaremos os vestígios de qualquer tragédia assim que possível.

Estar lá me surpreendeu de diversas maneiras: absolutamente todas as pessoas sabiam falar inglês perfeitamente, foram extremamente amáveis e solícitas (ao contrário do que dizem que atendentes franceses sejam de uma forma geral, rudes). Outra coisa: Paris é ainda mais bonita do que os meus sonhos. Dei uma sorte de ficar em um bairro incrível (nos arredores do Jardim de Luxemburgo, no 6º arrondissement) e não conseguia andar pela rua sem ficar admirando tudo.

Bom, por enquanto é isso. Aguardem os próximos capítulos da minha descoberta desse lugar MARAVILHOSO!

Beijos,

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