2017... IIIIIIIIIT'S TIME!

Feliz ano novo! Um pouquinho atrasado, com certeza. Mas certas coisas devem ser vividas off-line, :)

Não podia fugir à regra (ou seria clichê?) de uma breve retrospectiva de 2016. Além disso, vou aproveitar para explicar um pouco a origem do blog.

Sinto dizer, mas 2016 não foi terrível para mim. Foi muito bom. Foi polarizado, sim, mas o balanço final foi extremamente positivo.

Antes de tudo, eu pus o blog no ar! Mais precisamente no dia primeiro de abril de 2016, no dia do meu aniversário. Não foi por acaso, pois o blog era algo que eu queria há muito tempo e colocá-lo em prática foi uma espécie de presente para mim mesma.

E quando digo há muito tempo, digo mais de cinco anos, acredite (campeã em procrastinar, hein?). O adiamento desse hobby que é meu xodó se deu por vários motivos, mas o principal deles é que eu queria focar na minha carreira. Infelizmente, não sou uma pessoa multitarefas, e não consigo colocar a mesma energia em projetos diferentes. Por isso também que acabei não postando com a frequência que gostaria nesse último ano.

Mas enfim, um belo dia pus as coisas em movimento e o blog saiu! Muitos me questionam se ter um blog, ou ser uma blogueira, não está meio saturado, ultrapassado. Acredito que sim. Acredito que para os de vanguarda, o blog seja uma coisa do milênio passado.

Mas, afinal de contas, esse projeto era para mim. E eu não me importava com isso! Rs. Cheguei à conclusão que estava pronta para lançar esse projeto porque iria fazê-lo nem que eu fosse a única leitora. Sondei e testei diversas ferramentas por aí: Tumblr, Insta, Face, Snap. Mas, no fim das contas, eu gosto de escrever, e não somente cozinhar. Este canal me pareceu o melhor e mais viável a ser feito no momento.

Para 2017, no âmbito pessoal, fiz apenas uma única resolução: ENCONTRAR EQUILÍBRIO. Chega de tentar calcular quantas línguas vou aprender, quantos cursos vou fazer, para quantos países vou viajar, quantos quilos vou finalmente perder. Isso só adiciona pressão e me deixa ansiosa. Acho que se eu finalmente encontrar o equilíbrio na minha vida, já vai ser o maior ganho que eu poderia ter! Chega um momento na vida que você entende: sei que viver na cidade grande pode ser estressante, mas também não adianta eu me mudar pro meio do mato e viver de brisa porque vão sobrar lacunas que o extremo oposto pode não preencher. Uma das metas é deixar a semana feliz, e não somente ansiar pelo sábado e domingo. Alguém mais concorda?

Mas, esse é um blog de comida, e acho legal dividir alguns tópicos que penso em explorar para 2017:

1)      Chega de desperdício: sempre me policiei para nunca deixar nada no prato e não jogar nada de comida fora, mas em 2017 vou virar a policial do desperdício! Comprou, comeu. Sempre tenho a mania de cozinhar para um batalhão e depois congelar inúmeras marmitas da mesma coisa. Em 2017, isso vai acabar.

 Mas vou ser bem honesta com vocês: não sou muito fã dessa coisa de reaproveitar sobras, então o jeito vai ser cozinhar pouco mesmo, e com mais frequência. Se tiver que cozinhar uma batata somente, vai ser uma batata então.

2)      Focar nos pequenos produtores: isso soa tão hipster, não é mesmo? Mas quando digo isso, é porque quero comprar uma comida da qual eu conheça o dono, e cujo dono tenha olhado (exatamente, posto os olhos) em sua oferta. Isso quer dizer: comprar do açougue da esquina, comprar alface da banca da feira, o peixe da peixaria, a cesta de orgânicos da cooperativa e assim vai. O dono da grande rede de supermercados não tem o menor pudor de te vender uma cebola feia, mas o pequeno produtor vai escolher a melhor para te entregar.

3)      Recuperar a saúde voltando ao básico: minha mãe diz que arroz e feijão não têm glúten nem lactose e é um pouco por isso que as gerações anteriores eram mais magras (apesar de alguns sequer praticarem qualquer dieta). O ano mal começou e eu só quero saber de arroz, feijão, verdura refogada... estou com saudade da comida da minha casa, sem grandes sofisticações. Eu, que adoro experimentar uma novidade, estou com a mente (e o estômago) cansados de invencionices. Isso vai implicar em levar marmitinha para o trabalho – adoro! – e diminuir a frequência nos quilos da região. Quem sabe isso não vai fazer com que esses restaurantes dos centros comerciais valorizem mais seus clientes, porque nunca vi tanta comida ruim, malfeita e cara... tem dias que é de chorar! Também estou cansada das tendências da gastronomia funcional: é sem glúten, é sem lactose, é anti-inflamatória, é a dieta ravena, vegana, etc. Acho extremamente válido e até aplaudo essa nova consciência. Mas às vezes fica demais, e traz muita ansiedade. Acho que se focarmos na qualidade do alimento já vai eliminar muitas questões de uma vez só.

Ufa, para variar falei demais, não é mesmo?

Para 2017, quero estar mais perto daqui. Mas o Mandolina nunca sai da minha cabeça!

Super beijo e feliz 2017!