HAMBÚRGUER & THE CITY

Durante uma viagem e mesmo depois dela, a sensação de euforia demora a passar para mim. Parece que fui transportada para outra dimensão de espaço e tempo, onde tudo fica muito mais denso e memorável.

Foi o que aconteceu comigo nessa última semana. Além, é claro, do fato de eu falhar miseravelmente nesse malabarismo de blog + viagem + trabalho + vida. Como diz o meu namorado, as bolinhas todas têm que ficar no ar, mas alguma sempre estará abaixo das outras enquanto você estiver fazendo malabares.

Para compensar a ausência, aqui estou com a parte II do meu post sobre Nova York. Há muitos outros lugares que eu gostaria de compartilhar, mas vou falar de um assunto elementar: hambúrgueres.

Toda semana aparece o hambúrguer “da vez”. Tem sempre o mais descolado, o mais autêntico, o mais tradicional. Mas fiz uma seleção meio randômica de somente cinco lugares, com base em um único critério: meu gosto :).

Depois de muito experimentar, posso dizer que dois tipos são os meus preferidos: o pão + carne ao ponto (às vezes com uma maionese à parte) porque gosto de sentir o sabor da carne. E o hambúrguer americano consagrado: pão, american cheese, picles, cebola, ketchup, mostarda e a carne (ou com the Works, como alguns falam).

Aqui vou falar de alguns que são famosos e outros que eu gosto. Ah, e apesar desse roteiro “me ser” muito querido, a seleção de fotos deixa a desejar. Algumas são da época pré-blog, mas tentei mais registrar o momento do que o hambúrguer em si, ok? Espero que me perdoem rsrs. Aqui vai, sem ordem de preferência:

Five Guys: o Five Guys foi o primeiro hambúrguer que experimentei em solo americano. Apesar de essa matéria ser sobre NY, conheci o Five Guys em Miami, na Washington Avenue. De verdade foi o melhor que comi na vida, e já devo ter falado isso para todos que conheço, repetidamente, hahahaha. O chapeiro de lá tem o dom. Mas depois comi Five Guys em Orlando, NY e Kelowna, no Canadá, e posso atestar que os outros são bons também. De qualquer forma, eles servem hambúrguer sem frescura, num ambiente simples e não tem cardápio pré-sugerido. Você chega no caixa e monta sua própria receita. Eles têm refri de refil, e amendoim de graça para você esperar durante o curto tempo em que o sanduíche fica pronto. Eles servem em um papel alumínio que ajuda a conservar o sanduíche quente e suculento. Vale muito conhecer. Fora que a batata frita é sensacional demais, minha batata frita favorita.

O Five Guys com seu hambúrguer sem frescura e a melhor batata frita (para mim).

O Five Guys com seu hambúrguer sem frescura e a melhor batata frita (para mim).

Shake Shack: não duvido nada que dentro de alguns meses um Shake Shack desembarque por aqui no Brasil, tamanha a fama que ele está alcançando. Conheci o Shake Shack de nome porque sua fila estava mais famosa que seu hambúrguer. Mas justiça seja feita: o hambúrguer deles é muito, muito gostoso e mais ainda são os concretes, sobremesas feita com custard, um sorvete de baunilha, sempre misturados com algum bolo ou algo assim. Delícia, gordice pura. Já tive a oportunidade de experimentar em Boston e Miami, e o padrão bom continua. Os cardápios variam um pouco de unidade para unidade, mas já experimentei o cheeseburger, o smoked shack, o hot dog, as batatas fritas com e sem queijo. O ambiente é super descolado (servem até comida para o seu pet de estimação), mas dependendo de onde você vai pode ser difícil arranjar um lugar para sentar.

Foto acima por Giulia Cervetto.

Foto acima por Giulia Cervetto.

The Spotted Pig: o Spotted Pig é um lugar para pessoas descoladas, de vanguarda. Fui com meus queridos amigos que moram lá após uma visita ao MET. Chegando lá, encaramos bravamente uma fila de mais de duas horas, mas demos sorte porque pudemos ficar no bar bebendo e comendo aperitivos. Era um lugar bem típico, com uma hostess bem blasè, mas tudo fazia parte do programa, sabe? Chegando lá, dentre as muitas opções, pedi um hambúrguer que estava uma delícia. Mas, me lembro até hoje das batatas. Fininhas, temperadas, super diferentes. Não é uma lanchonete, é um restaurante para os descolados locais. Então, além de ser bom para comer, é bom para olhar a população local (outra coisa que curto muito).

Hambúrguer do descolado The Spotted Pig.

Hambúrguer do descolado The Spotted Pig.

P.J. Clarkes: conheci esse endereço tão famoso somente nessa última vez que visitei NY. O P.J. já tem uma unidade no Brasil que ainda não fui (sempre quis conhecer primeiro a unidade de lá). Já era tarde, estava muito cansada, estava fazendo frio e o restaurante ficava perto do meu hotel. Olhando aquele lugar tão icônico de longe, pensei “P.J., não me decepcione”. E não me decepcionei! Adoro entrar um lugar e me deparar com muitos nativos, falando sobre suas vidas, contando do seu dia aos amigos. E lá era tudo o que eu esperava e mais. O ambiente é super escuro e ao mesmo tempo aconchegante. Por ser uma sexta à noite, estava lotado. Sentei em uma das mesinhas na parte do restaurante, pedi uma cerveja, um hambúrguer com queijo, picles e salada, que estava muito bom por sinal. A carne estava super suculenta, o que me fez comer o sanduíche com talheres. Mas o que me chamou a atenção foi a batata-frita. Incrível! Super crocante e macia ao mesmo tempo, salgada no ponto certo... surpreendente. (acho que deu pra perceber que estou numa fase de batatas fritas, né?). E para finalizar aquela que era a comemoração de uma semana incrível, pedi um cheesecake de blueberry feito como manda a cartilha, nem doce demais, nem salgado demais, com uma base perfeita e uma calda feita com blueberries de verdade. Com certeza vale a visita.

Burger Joint: fui no Burger Joint por indicação de amigos, que me contaram sobre um lugar muquifento escondido no meio de um hotel super chique de Manhattan. E o lugar é escondido mesmo, hein? É bem legal, mas confesso que ainda estou na dúvida se justifica trazer um para o Brasil. Para ser bem sincera, ainda não experimentei a unidade brasileira, e espero que eles consigam repetir o charme da unidade nova-iorquina. Bem, vamos lá: ao perguntar para o segurança onde ficava, descobri a lanchonete com cara underground não muito amigável. Eles não aceitavam cartão, somente dinheiro e já avisavam desde a porta que era melhor você nem gaguejar ao pedir sua comida, ou você estava fora da fila. Se fosse para escolher, que escolhesse sem atrapalhar as outras pessoas. Como era um lugar abafado, resolvi comer na parte de fora, o que facilitou as fotos. Batata frita absolutamente nada especial, mas o hambúrguer era bom. Gostoso, bem típico, mas nada fora do comum. Se tiver a chance, vá e veja com seus próprios olhos. (Foto do hamburguer por Site Burger Joint NYC)

E assim encerramos a temporada nova-iorquina da vez. Mas voltar para o Brasil também é bom demais... fiquei apenas uma semana fora e quando voltei tava doida para comer arroz, tomar nosso café e comer pão com requeijão!

Assim que é bom, comer o mais gostoso de cada lugar que a gente vai.

Estava com saudades de escrever aqui :)

Beijos.