QUANDO ESTAMOS DE FÉRIAS

Hoje o blog completa um mês (êêê). E por uma sorte incrível do destino, agora estou escrevendo de NY, a minha paixão em forma de cidade.

Meu lugar favorito em NY: o Bryant Park e logo atrás a Biblioteca. :)

Meu lugar favorito em NY: o Bryant Park e logo atrás a Biblioteca. :)

Aproveito para filosofar um pouquinho.

Eu sou uma pessoa que preza pela qualidade da comida, de onde ela veio, acho muito melhor preparar do que comprar, escolher os produtos e etc.

Tudo lindo.

Só que quando eu entro em férias, tem um alter ego meu que se manifesta (#aloca) que só quer saber de porcaria, rsrs. Que só quer saber de comer o que está com vontade, mesmo que essa vontade seja completamente irresponsável, nada orgânica, imperialista. Só como o que me deixa feliz naquele momento :).

Claro que se eu pudesse, principalmente em uma cidade como NY, eu encheria minha agenda de restaurantes estrelados. Mas como estou viajando sozinha, e assim como vim da última vez, eu me deixo permitir. Não tenho problema nenhum em viajar sozinha, muito menos comer sozinha, mas tem algo em restaurantes especiais que me dão vontade de compartilhá-los. Os momentos muito especiais ficam ainda mais legais divididos. Então, aproveito para fazer um rolê porcaria gastando menos (porque não tá fácil pra ninguém, né não?).

Vamos por umas regras: já que é para comer porcaria, então que faça direito. Assistiu a um filme e ficou com vontade de ir naquele lugar? Anote, para não esquecer depois. Faça um roteiro junk-food, compare as montagens de hambúrgueres, preço, ponto da carne, entrega do produto. Faça um negócio profissa. E coma somente o que está com muuuuita vontade. Por exemplo: na primeira vez que fui na Grand Central Station, comi um famoso cupcake da Magnolia Bakery. Tava tão maravilhoso... estava há anos esperando por aquele momento, estava com vontade de comer doce, então foi um sucesso. Já ontem, voltando pro hotel, parei e comprei um cupcake “só porque estava ali”, e foi meio decepcionante. Nada especial. E acho que isso tirou um pouquinho do brilho da coisa. Se você come algo sem estar com muita vontade, vai acabar empanturrado e arrependido.

Então, já que é para enfiar o pé na jaca, vou dividir aqui com vocês meu roteiro de favoritos na cidade. Fiquem à vontade para dividir os de vocês, seja em NY ou em qualquer outro lugar do mundo.

Eis meu roteiro nada estrelado. Sem julgamentos, hein gente!

Pret a Manger:

Eu ainda não tinha tomado o café para tirar a foto, o sanduíche de ponta-cabeça, rs.

Eu ainda não tinha tomado o café para tirar a foto, o sanduíche de ponta-cabeça, rs.

O Pret a Manger é uma rede inglesa muito simpática espalhada pela cidade. Eles fazem a comida no dia, o cardápio sempre varia e fica disposto em geladerias. É muito prático para pegar alguma coisa e sair por aí, ou sentar em mesinhas e comer tranquilo. Sempre que dá eu tomo café da manhã lá, principalmente porque tem coisas com avocado (eu amo avocado, depois da minha temporada no Chile, e no Brasil nunca tem suficiente) e porque tem várias coisas com frutas vermelhas. Não é das mais baratas, mas é orgânica e as coisas são gostosas. Sanduíches, saladas, sucos, frutas picadinhas, sem glúten, sem lactose...

 

Chipotle:

Queria experimentar fazia tempo, e provei no Canadá. Achei ótimo e correspondeu as minhas expectativas depois de ler tanto sobre a “próxima rede de fast-food que vai acabar com o McDonalds”. Não sei se é para tudo isso, mas, que é muito gostoso, é. Você monta seu próprio burrito/taco, ou pode comer no prato. Parece que não é muito, mas equivale a uma refeição. O preço é OK, mas não é a refeição mais barata.

Burrito by Chipotle. Sabor tacatudodentro.

Burrito by Chipotle. Sabor tacatudodentro.

Gray’s Papaya:

Hot dog que fica no Upper West Side, que é barato mesmo e é BOM. Ele já apareceu no filme Plano B com a Jennifer Lopez e no Sex and The City. Peça o Special Recession, que vem com dois hot dogs e um suco de papaia meio estranho mas que combina muito. Fora que o chilli de lá é o mais gostoso que já provei, lembra um pouco aquele molho de tomate de dogão de trailer, sabe? (Sabe siiiiiim, não negue, hahaha). Fica na Broadway com a 72.

Special Recession com o melhor molhinho de tomate com chilli e cebola da vida.

Special Recession com o melhor molhinho de tomate com chilli e cebola da vida.

Halal Guys:

Quem vai para Nova York repara que em toda bendita santa esquina tem um carrinho com essa comida Halal, do Oriente Médio. Até aí, nenhuma novidade. Mas, quando estava viajando com minha família, toda vez passávamos na esquina da Sexta Avenida com a 53rd, e tinha um The Halal Guys com uma fila enoooooorme, 24 horas por dia. Em cima tinha uma placa We Are Different (Somos Diferentes). Até que um dia eu e o meu pai fomos, entramos na fila e provamos. Resultado: uma marmita viciante. Embaixo vem um arroz temperado amarelo, molhinho de tahine com alho por cima, alface picadinha e você pode escolher entre carne de cordeiro picadinha ou frango desfiado temperado. Não pareceu muito apetitoso? Era, e muito! Depois de 40 dias comendo porcaria, poder comer aquela marmita temperada e que lembrava um pouco da nossa comidinha caseira fez cair uma lágrima de emoção. Vale a fila.

Estreando a marmita do Halal Guys (dá para ver que eu aprecio gororobas, né?). Foto da Giulia Cervetto.

Estreando a marmita do Halal Guys (dá para ver que eu aprecio gororobas, né?). Foto da Giulia Cervetto.

Fila indefectível do the Halal Guys. Mas só esse é o que faz sucesso.

Fila indefectível do the Halal Guys. Mas só esse é o que faz sucesso.

Jing Fong:

Alguns dos Dim Sum que eu experimentei naquele dia. Até hoje não sei do que eram, mas estavam deliciosos! :)

Alguns dos Dim Sum que eu experimentei naquele dia. Até hoje não sei do que eram, mas estavam deliciosos! :)

Fiquei com vontade de provar desde que assisti ao filme O Melhor Amigo da Noiva (note que o bom gosto acompanha nos filmes também, hahaha). Fica no meio de Chinatown, um restaurante espalhafatoso de Dim Sum que passa em carrinhos e que faz muito sucesso. Quando fui, foi uma aventura, pois não me entendia muito bem com as pessoas e só sabia de cor alguns nomes (sticky rice, pork siu mai), e para piorar estava sozinha. Apontei para alguns Dim Sum e todos estavam uma delícia.

Mas é obrigatório ir com mais pessoas, assim você pode experimentar o máximo que der. Vale muito a pena, e era super barato. Dica: coloque a hashtag #JingFong no Instagram, e assim você pode ter umas dicas dos pratos com as fotos. Foi assim que me localizei. Fica na Elizabeth St.

Totto Ramen:

Um minuto de silêncio para o lámen do Totto Ramen.

Um minuto de silêncio para o lámen do Totto Ramen.

Tem algumas vezes que sinto uma vontade doida de comer lámen. Ontem eu estava meio baqueada pelo vôo, e com um frio inesperado aqui em NY. Já tinha ouvido falar desse Totto Ramen, ele estava perto do meu hotel e ainda dei uma checada no Yelp (um aplicativo muitíssimo útil para viajar em cidades como NY) para garantir. Ele fica na 52. Ele é um lugar pequeno, que geralmente junta fila, mas uma fila que anda rápido.

O lámen é uma delícia e bem-feito. Pedi o Paitan Ramen com porco. Adicionei broto de bambu e foi a melhor decisão que tomei na vida. A fila é rápida, e o lugar é sem chorumelas: comeu, vazou. Preço justíssimo. Ganhou um lugar no meu coração do lado do Áska.

E vocês? Têm um roteiro indefectível? Na minha lista faltaram vários, mas decidi que eles ficarão para o post II. Voltaremos logo menos, com mais novidades no nosso roteiro proletário - com algumas coisinhas mais sofisticadas, mas igualmente deliciosas :).

Nada como viajar né?