La Poule Au Pot

Na França, faça como os franceses. Era isso que pensava quando fui visitar o país. Depois de muitos anos sendo fã da culinária francesa, queria experimentar o que havia de mais típico: terrine de campagna, moules et frites, (que na realidade é belga, mas eu acho super francês 😊) boeuf bourguignon, tarte tatin, creme bruléé. Os famigerados clássicos.

Qual não foi minha decepção quando, ao ler inúmeros menus dos cafés por onde andava, via algumas opções que passavam longe dos clássicos, e ainda mais longe da cozinha local. Tudo bem que agora entendo um pouco a perspectiva deles, afinal de contas, tudo tem que evoluir, correto? Mas não pude deixar de ficar um pouco frustrada ao ver um cardápio padrão em muitos cafés: todos incluíam salmão defumado, avocado, sushi e hambúrguer, entre o indefectível steak tartar e sopa de cebola gratinada.

Bom, era uma sexta-feira e eu havia acabado de visitar tanto o Museu D’Orsay quanto o Museu do Louvre. Havia dado check em dois dos meus maiores sonhos turísticos e eu queria uma celebração de acordo. Por conta do café da manhã reforçado, não havíamos almoçado e eu não queria de jeito nenhum gastar minhas calorias francesas com algo que não valesse a pena.

Então, veio o Trip Advisor para ajudar. Quando estou sem roteiro gastronômico, utilizo muito o aplicativo para ver quais são as melhores opções num raio acessível. Depois de muito fuçar, algo no La Poule ao Pot deu “match” com minha fome 😊.

O restaurante funciona das 19:00 até as 5 da manhã. Tivemos que dar uma enrolada e esperar o restaurante abrir (turistas, rs). Estava com uma fome que me deixou muito mal-humorada, mas o serviço era extremamente simpático e a comida, melhor ainda.

Sentamos com frio e molhadas de chuva e pedimos uma entrada de cogumelos girolles refogados no alho e óleo. Estava simplesmente divino. A França tem uma capacidade de consumir e identificar os melhores cogumelos, e a textura e o sabor desses ainda estão frescos na minha memória.

 Cogumelos girolles. Foto: Mandolina Blog.

Cogumelos girolles. Foto: Mandolina Blog.

Pedimos meia garrafa de tinto para acompanhar. Eu, ao verificar o aplicativo, já vim “brifada” do prato que queria pedir: uma versão do “La Poule ao Pot”. A aparência não favorece muito, pois se trata de meio frango fervido, o que dá uma cara meio desbotada para o pobre galeto. Mas eu sou uma pessoa que não se deixa enganar pelas aparências, e foi um dos pratos mais saborosos da viagem inteira. Minha mãe pediu um prato do menu do dia: peito de pato com uvas e uma espécie de alho-poró. Estava divino.

 Minha pedida do La Poule au Pot. Foto: Mandolina Blog.

Minha pedida do La Poule au Pot. Foto: Mandolina Blog.

 Peito de pato com uvas e alho-poró. Foto: Mandolina Blog.

Peito de pato com uvas e alho-poró. Foto: Mandolina Blog.

Como não estávamos para brincadeira, eu pedi uma tarte tatin flambada com calvados e minha mãe pediu o que deve ser o melhor creme brullée que eu já provei na vida. A emoção foi tanta que não tiramos fotos.

 Esse é um screen shot do insta stories do mandolina. Segue lá: @mandolinablog

Esse é um screen shot do insta stories do mandolina. Segue lá: @mandolinablog

Junto com o café, ganhamos um licor de cerejas com as cerejas juntos. A conta veio alta, mas a experiência foi tão boa e o serviço tão amistoso que o restaurante ganhou prêmio por melhor conjunto da obra de toda a viagem (ganhou até do Alain Ducasse). Ele pode não ser o restaurante mais estrelado de Paris, mas correspondeu a tudo que eu esperava de um café francês e mais um pouco.

Super recomendo!

LA POULE AU POT: 9 Rue Vauvilliers, 75001 Paris, França.

We'll always have Paris

"If you are lucky enough to have lived in Paris as a young man, then wherever you go for the rest of your life it stays with you, for Paris is a moveable feast*"

Ernest Hemingway, Paris é Uma Festa.

Depois de alguns meses sem escrever apropriadamente no meu querido Mandolina, aqui estou novamente. Foram necessárias inúmeras mudanças, uma viagem internacional e um computador novo para me trazerem de volta. As canetas e os cadernos que trouxe da viagem ficaram me olhando por muito tempo, julgando minha procrastinação e minha falta de coragem.

Bem, o novo capítulo do meu blog se trata da realização de um sonho de vida inteira: ir à Paris. E como não é todo dia que realizamos tal sonho, vou repartir em capítulos essa que foi uma das viagens mais sonhadas e cheia de significado da minha vida.

Depois de muitas taças de vinho, centenas de quilômetros percorridos a pé e vários potesde mostarda de Dijon depois, eis o primeiro capítulo da jornada.

 InstaStories: @mandolinablog

InstaStories: @mandolinablog

As motivações que me levaram até lá são óbvias: comida e cultura. Queria ver museu até matar a vontade e comer tudo o que eu quisesse. Não consegui fazer o meu cardápio completo, mas experimentei muitas coisas inesquecíveis.

Antes de viajar houve toda uma preparação: li “Paris é uma Festa” (que estava pela metade há um tempão) e assisti filmes como “Meia-Noite em Paris”. Foi uma boa ideia, pois ao chegar lá ficava emocionada de ver os lugares dos livros.

Uma coisa que me deixou um pouco (como diria minha mãe) catatônica, é que os franceses têm um savoir-faire incrível. A cada atravessada de rua, não víamos uma loja qualquer: era A loja de mostardas, A loja de tintas de parede, A loja de perfume, A loja de chás. Eles não brincam em serviço. Comecei a fazer piada que só entrava em lugares que tinham sido inaugurados antes de 1900, senão não queria nem saber. “Ah, 1940? Novatos”. E não tenho a esperança de que nós jamais cheguemos aos pés deles nesse quesito. Não quero soar arrogante, não se trata de idealizar ou reverenciar a cultura alheia (como tanto vemos por aí) mas acho que nós tínhamos que levar a nossa história tão a sério quanto eles levam.

Eles são solenes. Em cada esquina há uma plaquinha homenageando algo ou alguém, algum acontecimento impactante na vida dos franceses, nem que seja uma enchente. E nós? Ainda estamos aprendendo. E mais provavelmente apagaremos os vestígios de qualquer tragédia assim que possível.

Estar lá me surpreendeu de diversas maneiras: absolutamente todas as pessoas sabiam falar inglês perfeitamente, foram extremamente amáveis e solícitas (ao contrário do que dizem que atendentes franceses sejam de uma forma geral, rudes). Outra coisa: Paris é ainda mais bonita do que os meus sonhos. Dei uma sorte de ficar em um bairro incrível (nos arredores do Jardim de Luxemburgo, no 6º arrondissement) e não conseguia andar pela rua sem ficar admirando tudo.

Bom, por enquanto é isso. Aguardem os próximos capítulos da minha descoberta desse lugar MARAVILHOSO!

Beijos,

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Uma primavera, and counting!

E ele chegou! O primeiro aniversário do Mandolina. E consequentemente, meu aniversário!

Sempre falo que esse blog é um presente de mim para mim mesma. E ontem passei o dia comemorando um ano que foi pleno de gratas surpresas.

Eu poderia escrever um post cheio de referências das minhas 27 primaveras. Mas quando chega nessas horas, eu só quero saber de COMER! =)

E para um post feito de comida para comer feliz, não poderia faltar o CHI FU. Esse que está se tornando o novo restaurante para comemorações felizes.

O Chi Fu é um ícone do bairro da Liberdade, em São Paulo. Fui apresentada a ele há alguns anos por amigos, e vira e mexe eu volto lá sempre que posso.

A primeira dica para ir no Chi Fu é: vá em um grupo de no mínimo seis pessoas. Assim, se você não curte dividir com mesa com desconhecidos, a chance de acontecer isso é menor. E outra, se cada um pedir um prato (você vai achar que é muito, mas no final quase nunca sobra comida!) vocês vão poder experimentar muitas coisas.

O Chi Fu só aceita dinheiro, mas os preços não são astronômicos. Dependendo do grupo, muitas comidas, bebidas não alcoólicas e sobremesa, a conta fica ao redor dos 30 a 50 reais por pessoa. Não é o preço de um jantar super casual, mas acho que vale a pena pela experiência.

O cardápio não tem grandes explicações, e tudo o que eu experimentei lá ou foi por indicação dos amigos, ou por tentativa e erro. Você também pode acessar o Instagram, e, pela localização, encontrar os pratos que as pessoas postam com a esperança de que haja uma legenda explicativa =). Segue o Insta do Mandolina (@mandolinablog)! Lá eu postei diversos pratos do Chi Fu.

Outra dica é: chegue cedo. Ultimamente não tenha pegado grandes filas lá, mas na Liberdade os restaurantes fecham cedo. Para curtir com tranquilidade, meio-dia para o almoço e 19 horas para o jantar são os horários ideais.

Segue abaixo algumas fotos da nossa comemoração.

Super beijo,

CHI FU: Praça Carlos Gomes, 200 | Liberdade, São Paulo. Seg à Sexta: 11:00 às 16:00 e das 18:00 às 20:00. Sáb e Dom: 11:00 às 17:00 e das 18:00 às 22:00. Aceita somente dinheiro.

 Pato frito (é assim que está escrito no cardápio, eu acho).

Pato frito (é assim que está escrito no cardápio, eu acho).

 Macarrão Chop Suey (o Yakisoba do Chi Fu)

Macarrão Chop Suey (o Yakisoba do Chi Fu)

 Mabotofu.

Mabotofu.

 Aspargos com camarão.

Aspargos com camarão.

Carne na chapa.
 Frango com gengibre.

Frango com gengibre.

 Acelga chinesa com cogumelos.

Acelga chinesa com cogumelos.

 Lula com molho.

Lula com molho.

 Frango à milanesa.

Frango à milanesa.

 Leite frito. Esse é indescritível! Só provando para entender o que é.

Leite frito. Esse é indescritível! Só provando para entender o que é.

Não me venha com cream cheese

Fazia algum tempo que estava com vontade de comer um japonês “de verdade”. Porém, como reles mortal que sou, os japoneses “de verdade” estão com um preço um pouco restritivo para mim. Qualquer rodízio por aí faz com que a conta chegue a três dígitos por pessoa.

E sabe aquela situação de quando você está com vontade de comer alguma coisa, fica tentando disfarçar, comer outras comidas para matar vontade, e no final acaba gastando mais e comendo mais do que teria comido se fosse direto na vontade?

Então, aconteceu isso nesses últimos dois meses.

Ficava tentando matar a vontade de um japonês “de verdade” em qualquer rodízio mequetrefe, e saía com a conta bancária mais vazia e com um enorme peso na consciência. Outro dia, fui jantar com uma amiga e ela riu quando falei que “queria um japonês que não pusesse geléia no sushi”.

Até que um dia, no trânsito, vejo uma oportunidade que ia me salvar: o Ryo estava fazendo um soft opening de estreia e mediante reserva eu poderia experimentar uma bela demonstração da culinária kaiseki. Isso é o que eu chamo de compra “por impulso”!

Já fazia um tempo que eu estava sendo impactada por posts em instagram e notícias em jornais sobre o Ryo. Apesar de já ter ouvido falar e lido um pouco a respeito desse estilo gastronômico, em uma breve pesquisa pude descobrir que a origem da culinária kaiseki vem dos monges. Tem dois estilos de kaiseki, o formal (para a cerimônia do chá) e o casual. Os dois são compostos por inúmeras etapas servidas em porções pequenas, e cada uma tem sua função.

Finalmente, ontem, pude ter a oportunidade de provar. Foi um belo jantar, para dizer o mínimo. Composto por sete etapas (com sobremesa), o menu consistia de pratos lindos, leves e super saborosos. Os meus favoritos foram os niguiris super bem executados e os legumes cozidos em dashi. Os do meu namorado foram o peito de pato e sashimi de polvo com flor de sal. A única ressalva foi que, depois de ficar lendo o menu por algum tempo, chegou a minha vez e o uni tinha acabado. #chateada

Teve também um elemento que me surpreendeu: o chá. A expectativa em relação à comida estava altíssima, e ela correspondeu. Mas quando provei o chá servido em uma linda cerâmica, foi uma grata surpresa. Era chá verde com arroz tostado, e isso me rendeu hoje uma visita à Liberdade para fazer um estoque desse chá. Enquanto escrevo, ele me acompanha! Rsrs.

Gosto muito de sentar perto do balcão ou ter a vista da cozinha e ontem sentei em uma mesa com vista para o balcão. Chega a ser hipnotizante ver a ópera dos chefs executando os pratos, conversando com os clientes... Diversão pura! É um jantar especialíssimo, e a conta corresponde a isso. Mas vale a pena, super recomendo. Vida longa ao Ryo! (Rua Pedroso Alvarenga, 665, São Paulo).

Abaixo, os pratos desse jantar super agradável.

 Etapa 1: Nimono / Maguro Nutta / Shirogai Hiyashijiru (Cozido de legumes da estação com caldo midashi; Atum escaldado ao molho de sumisso/ Sopa gelada de sanambi, cará ralado, alho-poró e nameko.)

Etapa 1: Nimono / Maguro Nutta / Shirogai Hiyashijiru (Cozido de legumes da estação com caldo midashi; Atum escaldado ao molho de sumisso/ Sopa gelada de sanambi, cará ralado, alho-poró e nameko.)

 Etapa 2: Robalo com cogumelos (Cozido em baixa temperatura com molho ankake de umeshissô, cogumelos salteados e broto de bambu.)

Etapa 2: Robalo com cogumelos (Cozido em baixa temperatura com molho ankake de umeshissô, cogumelos salteados e broto de bambu.)

 A aguardadíssima etapa 3: Sashimi (Serra, Carapau e Polvo).

A aguardadíssima etapa 3: Sashimi (Serra, Carapau e Polvo).

 Etapa 4: Magret de Canard (peito de pato assado ao molho de redução e guarnecido com purê de brócolis e vinagrete de alcachofras). O magret estava perfeito e esse purê de brócolis era extremamente saboroso...

Etapa 4: Magret de Canard (peito de pato assado ao molho de redução e guarnecido com purê de brócolis e vinagrete de alcachofras). O magret estava perfeito e esse purê de brócolis era extremamente saboroso...

 Etapa 5: As estrelas da noite, os sushis. (Atum, pargo, olhete, garoupa, toro shissô, vieira e ovas de salmão). O de garoupa estava incrível. Achamos que a adição de raspas de limão escondeu o sabor único da vieira... e até agora estou com vontade de comer o sushi de Uni, que acabou antes de chegar a nossa vez. Snif, snif.

Etapa 5: As estrelas da noite, os sushis. (Atum, pargo, olhete, garoupa, toro shissô, vieira e ovas de salmão). O de garoupa estava incrível. Achamos que a adição de raspas de limão escondeu o sabor único da vieira... e até agora estou com vontade de comer o sushi de Uni, que acabou antes de chegar a nossa vez. Snif, snif.

 Etapa 6: Momotarô (tomate momotarô recheado de peixe branco ao caldo dashi de tomate.) Sutil e saboroso.

Etapa 6: Momotarô (tomate momotarô recheado de peixe branco ao caldo dashi de tomate.) Sutil e saboroso.

 Etapa 7: Pudim de Limão Siciliano (pudim de limão com calda de mel, chantilly e sorvete de Sake). Detalhe do pudim (sem furinhos!). Estava bom e delicado.

Etapa 7: Pudim de Limão Siciliano (pudim de limão com calda de mel, chantilly e sorvete de Sake). Detalhe do pudim (sem furinhos!). Estava bom e delicado.

Ícones cariocas

"E como vai você?
Assim como eu
Uma pessoa comum
Um filho de Deus
(...)

Não quero luxo, nem lixo
Meu sonho é ser imortal
Meu amor!"

Rita Lee - Nem Luxo, Nem Lixo

Voltamos à programação normal!

Findas as Olimpíadas, cá estou novamente. Confesso que ainda não estou 100% recuperada das minhas andanças cariocas (que foram mais trabalho que turismo, devo dizer). Fora a mala a ser desfeita que ficou dias me olhando, estou com uma gripe olímpica de herança que me deixou meio de molho esses dias.

Estou com saudades da paisagem do Rio, e agora já estou fazendo planos para voltar para explorar as terras cariocas. Meu caderninho já ganhou muitos lugares novos para eu visitar.

Apesar de ter passado vários dias lá, somente alguns restaurantes que visitei me fizeram ter vontade de escrever aqui. Muitas vezes comíamos aonde dava, sem prestar atenção no que estávamos comendo, apenas contando os minutos para chegar no hotel. Mas o destino de vez em quando dava uma brechinha, e eu pude visitar dois lugares que estavam na minha wishlist há um tempão. Veja abaixo:

CONFEITARIA COLOMBO

Essa linda confeitaria me chamava atenção toda vez que via um post no Insta ou em alguma revista. A unidade original foi fundada em 1894 e fica no centro do Rio, perto da Candelária. Localizada em uma rua estreita, fica fácil de achar por conta da fila na porta. No dia que eu fui, ela já estava lotada as nove da manhã.

A arquitetura e a decoração eram tão lindas que deixaram minha expectativa lá em cima. Mas para mim, de nada adianta o invólucro se o conteúdo deixa a desejar. E a Confeitaria não me decepcionou. Minha ida até lá não foi planejada, e foi logo depois do meu café da manhã. Um evento foi cancelado em cima da hora, e por isso pude aproveitar uns minutos de brecha para ir até lá. Mas a fome que eu não tinha não me permitiu experimentar muitas coisas.

 Detalhe da decoração da Confeitaria. Fiquei tão empolgada que esqueci de tirar foto da fachada.

Detalhe da decoração da Confeitaria. Fiquei tão empolgada que esqueci de tirar foto da fachada.

Eu tomei o chá com duas torradas Petrópolis, um pão fofinho feito na chapa, que vem acompanhado de várias geleias e mel. Tava muito bom. Vou ter que voltar porque lá tudo tinha uma cara ótima. Fiquei feliz que pude visitar esse ícone do Rio de Janeiro no meio de tanta correria. Super recomendo.

 As torradas fofinhas de Petrópolis.

As torradas fofinhas de Petrópolis.

 E esse bolo de chocolate, porque a gente nunca está para brincadeira.

E esse bolo de chocolate, porque a gente nunca está para brincadeira.

CIPRIANI

Eu sou a favor de restaurantes simples e de restaurantes especiais. Acho que tudo depende do contexto e da ocasião, mas acredito também, e muito, que a nossa vida deve ser celebrada constantemente. Gosto de uma festa, sabe?

Por uma sorte do destino, minha mãe conseguiu fazer um bate e volta para poder olhar de perto o trabalho que havíamos feito com tanta dedicação para as Olimpíadas. E, aproveitando a companhia especial, decidi dar um check em mais um nome do meu caderninho: o Cipriani, que fica localizado no lindo Copacabana Palace. Quando em Roma... por que não?

Fiz a reserva numa segunda-feira, quando o restaurante estava calmo. A atmosfera mais silenciosa te deixa aproveitar mais o momento, apreciar os detalhes da decoração, do sabor, e da vista maravilhosa, que dava para a piscina mais famosa da região.

O Cipriani é sim um restaurante especial, e deve ser apreciado como tal. Sobre a comida, vou deixar minha opinião aqui, e devo dizer que fiquei muito bem impressionada. Mas esse tipo de avaliação fica a critério de cada um. Como não sou uma crítica gastronômica, prefiro falar mais sobre o que eu senti do que detalhes técnicos de cocção, infusões, etc. Essa é a minha regra. Mas uma coisa é certa: acho que nunca vou chegar ao ponto de ficar blasé em restaurantes especiais... fiquei super empolgada antes de ir =). Me julguem, rsrs.

Agora vamos à comida (explicações nas legendas):

 A qualidade das foto não está muito boa, porque eles pedem a gentileza de evitar o uso de celular no restaurante (muito bom isso, chega a ser um alívio não ver as pessoas vidradas em uma telinha). Por isso eu tentava ser o mais rápido possível nas fotos. Acima, Burrata envolta por Carpaccio de Wagyu, com pérolas de vinagre balsâmico.

A qualidade das foto não está muito boa, porque eles pedem a gentileza de evitar o uso de celular no restaurante (muito bom isso, chega a ser um alívio não ver as pessoas vidradas em uma telinha). Por isso eu tentava ser o mais rápido possível nas fotos. Acima, Burrata envolta por Carpaccio de Wagyu, com pérolas de vinagre balsâmico.

 O melhor risoto de pera com queijo da vida. Eu nunca peço risoto em restaurantes, porque não sei quem ensinou que arroz al dente é sinônimo de arroz cru. Quer me matar de desgosto é me servir um risoto com o grão cru por dentro (se eu contasse quantos restaurantes "autênticos" fazem isso...). Mas no caso do Cipriani, não tinha nem por quê me preocupar. O arroz no ponto mais perfeito, o sabor incrível. Escorreu uma lágrima quando acabou.

O melhor risoto de pera com queijo da vida. Eu nunca peço risoto em restaurantes, porque não sei quem ensinou que arroz al dente é sinônimo de arroz cru. Quer me matar de desgosto é me servir um risoto com o grão cru por dentro (se eu contasse quantos restaurantes "autênticos" fazem isso...). Mas no caso do Cipriani, não tinha nem por quê me preocupar. O arroz no ponto mais perfeito, o sabor incrível. Escorreu uma lágrima quando acabou.

 Lombo de Cordeiro em Crosta de Ervas e Batata Gratinada. Uma delícia. Para mim, o segredo de uma boa comida são ingredientes frescos (e não precisam ser caros) e o uso do fogo corretamente.  O ponto desse lombo estava perfeito, nem um segundo a mais ou a menos de fogo. Lá no Rio me decepcionei com o ponto das carnes, mas esse jantar superou expectativas.

Lombo de Cordeiro em Crosta de Ervas e Batata Gratinada. Uma delícia. Para mim, o segredo de uma boa comida são ingredientes frescos (e não precisam ser caros) e o uso do fogo corretamente.  O ponto desse lombo estava perfeito, nem um segundo a mais ou a menos de fogo. Lá no Rio me decepcionei com o ponto das carnes, mas esse jantar superou expectativas.

 Esfera de Chocolate com Frutas Vermelhas e Calda de Caramelo. Essa é a típica sobremesa "show". Eu normalmente vou nas sobremesas que parecem menos doces ou que são mais simples, mas essa me chamou a atenção. Vem uma esfera de chocolate, que leva um banho de calda quente, fazendo com que o chocolate derreta e revele um creme muito bom de frutas vermelhas. Recomendo pelo sabor e pela diversão.

Esfera de Chocolate com Frutas Vermelhas e Calda de Caramelo. Essa é a típica sobremesa "show". Eu normalmente vou nas sobremesas que parecem menos doces ou que são mais simples, mas essa me chamou a atenção. Vem uma esfera de chocolate, que leva um banho de calda quente, fazendo com que o chocolate derreta e revele um creme muito bom de frutas vermelhas. Recomendo pelo sabor e pela diversão.

 A tábua de café do Rubayat foi destronada pela do Cipriani. Quando peço o café, vem ISSO. Indescritível. Essa bolinha verde é a melhor trufa de chocolate que já comi. 

A tábua de café do Rubayat foi destronada pela do Cipriani. Quando peço o café, vem ISSO. Indescritível. Essa bolinha verde é a melhor trufa de chocolate que já comi. 

 E como brinde: essa vista. De suspirar, de fazer lembrar (ou imaginar) outros tempos, onde tudo se resumia a um doce balanço a caminho do mar.

E como brinde: essa vista. De suspirar, de fazer lembrar (ou imaginar) outros tempos, onde tudo se resumia a um doce balanço a caminho do mar.

Gostaram? Me deixem suas dicas de Rio pois estou escrevendo no meu caderninho para a próxima viagem.

Beijos,